Rotina de exercícios físicos em casa ganha dispositivos eletrônicos como protagonistas

Por Press à Porter | Crédito de foto: Divulgação

A rotina de todos sofreu um grande impacto em virtude do isolamento social. Hábitos tiveram que ser modificados rapidamente, priorizando a saúde e bem-estar. Dessa maneira, os exercícios físicos ganharam espaço na rotina de muitos brasileiros, que se viram com a necessidade de realizá-los em seus próprios lares, mesmo aqueles que eram frequentadores assíduos da academia ou aqueles que também buscaram sair do sedentarismo para aumentar a imunidade corporal. Dentro dessa nova realidade, a tecnologia foi uma ferramenta aliada para que a busca pelos resultados e performance fosse intensa.

Tecnologia

No Brasil, segundo dados do IDC, as pulseiras e relógios inteligentes, conhecidos como wearables, registraram grande crescimento nas vendas no segundo semestre desse ano. Crescimento de 21,1% no período. O incremento no Brasil supera o mundial, de 14,1%. A Xiaomi, por exemplo, fabricante chinesa de milhares dispositivos inteligentes que podem ser conectados entre si, apostou nesse ano na Mi Smart Band 5, sucesso mundial de vendas, que teve seu primeiro lote de 10 mil unidades esgotado em pouco mais de dois dias.

“O importante é que entendo que as pessoas muitas vezes deixam de praticar exercícios por não terem algo que as motive. Nesse sentido, tanto equipamentos analógicos, quanto dispositivos eletrônicos podem ajudar de várias formas, mas primariamente tirando as pessoas da inércia”, destaca Diego Paladini, professor de Educação Física.

Evidentemente que a prática dos exercícios no lar está distante de ter o mesmo resultado do acompanhamento de um especialista na academia, onde também é possível ter acesso a equipamentos completos. Porém, os dispositivos eletrônicos são alternativas para suprir essa lacuna.

Desempenho

Os eletrônicos surgem para enriquecer demais essa experiência da prática, aproximando cada vez mais as pessoas do seu melhor desempenho. “Tenho usado uma pulseira inteligente que eu tenho para avaliar meu sono. Nos dias seguintes as noites mal dormidas, por exemplo, eu evito fazer treinos muito pesados. Prefiro ir mais devagar porque sei que meu corpo não conseguiu descansar o suficiente e pode estar mais suscetível a lesões”, acrescenta Paladini.

Outro item que ganhou a atenção dos brasileiros foi a balança inteligente. O acompanhamento diário do resultado dos treinos é essencial para se manter motivado e a performance nos exercícios caseiros. Na Xiaomi, por exemplo, fabricante de milhares dispositivos inteligentes que podem ser conectados entre si, a venda da Balança Digital Mi Body Composition Scale 2 cresceu 250% ao longo da pandemia, se tornando um dos cinco produtos mais procurados pelos fãs da marca nesse ano.

“É um fato curioso na operação, pois temos dezenas de produtos muito interessantes sendo comercializados no Brasil e a balança nos surpreendeu com uma procura que, inclusive, exigiu uma mecânica diferente para que pudéssemos atender a grande demanda em todo o país”, afirma Luciano Barbosa, head do projeto Xiaomi Brasil.

Um ponto importante que deve ser considerado nesse contexto é que a orientação médica é sempre essencial, independentemente da orientação de um profissional ou do auxílio de um dispositivo eletrônico. “Não se trata de uma competição ‘dispositivos eletrônicos x profissionais de saúde’. Enxergue os dispositivos como parte de uma equipe maior, multidisciplinar, que vai te ajudar a cuidar melhor da sua saúde”, conclui Paladini.