Tóquio 2020: Beatriz Ferreira garante mais uma medalha para o Boxe do Brasil

Por Rede do Esporte | Crédito: Miriam Jeske/COB

A brasileira Beatriz Ferreira se despediu dos Jogos Olímpicos de Tóquio no domingo (08) subindo ao pódio para levar a medalha de prata na categoria peso-leve (57 a 60kg). A baiana, de 28 anos, campeã mundial em 2019, enfrentou a irlandesa Kellie Anne Harrington, campeã mundial em 2018, e acabou superada por 5 x 0, em decisão unânime dos juízes.

O confronto, o primeiro entre as boxeadoras, definiu a conquista da 20ª medalha para o Brasil e marcou o recorde de pódios do país em uma única edição dos Jogos, superando as 19 conquistadas no Rio 2016. Pouco depois, a seleção feminina de vôlei subiu ao pódio para receber a prata e, com isso, o país volta para casa com a marca histórica de 21 pódios: sete ouros, seis pratas e oito bronzes.

A medalha de Bia, além de representar a melhor campanha da história de uma mulher no Boxe olímpico brasileiro – antes dela Adriana Araújo havia conquistado o bronze em Londres 2012 – fecha um galeria de conquistas da boxeadora nas principais competições deste ciclo.

Nascida em Salvador, em 09 de dezembro de 1992, Bia conquistou o ouro nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba 2018, no Pan-Americano de Lima 2019 e no Mundial da Rússia, também em 2019. Ela estava invicta desde abril de 2019, tendo vencido 23 lutas seguidas antes do confronto com a irlandesa neste domingo, e vinha de títulos este ano nos torneios de Strandja e Cologne World Cup.

Balanço do Boxe brasileiro

A conquista também fechou a melhor participação do Brasil na história do Boxe olímpico. A delegação volta para casa com um ouro, de Hebert Conceição, uma prata e um bronze, conquistado por Abner Teixeira. A campanha superou, inclusive, as expectativas do técnico Mateus Alves, que comanda o time olímpico de boxe do Brasil e esperava duas medalhas – uma final e um bronze.

“O atleta sempre quer ganhar. Sabia que estava sendo uma luta parelha e sabia que estava sendo um pontinho ali e um pontinho aqui. Ela foi superior, eu tenho que admitir, mas acredito que foi um belo combate. “Ela acabou usando uma estratégia de anular o meu jogo e não consegui mudar a tempo. Mas estou feliz de estar no pódio, por ter conseguido a prata. Para mim também é importante, já que venho participando de campeonatos, e só em um até hoje não consegui estar no pódio. Então aqui tem o mesmo peso como se fosse ouro. É gratificante ver que trabalhei e que fiz as melhores escolhas, que foi estar vivendo isso aqui”, ressalta a boxeadora.