Esporte, artes marciais e atividade física: afinal, como ficam durante a pandemia?

Da Redação | Crédito: Ascom-CREF10/Divulgação

Há mais de um ano a sociedade brasileira teve sua rotina alterada com a pandemia de coronavírus. Os impactos da doença foram sentidos em todo o mundo, exigindo a implementação de medidas para conter o avanço do vírus SARS-CoV-2.

Entre as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e demais órgãos de saúde estão uso de máscara, lavar as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool em gel, distanciamento, de no mínimo, 1 m, evitar aglomerações e isolamento social.

De acordo com o Our World In Data, apesar de ter iniciado o plano nacional de vacinação, o Brasil conta com menos de 15% da população totalmente imunizada, o que equivale a 22,3 milhões de pessoas (até o fechamento desta matéria).

Atualmente, são mais de 16 milhões de casos e quase meio milhão de mortes. Após a situação de calamidade pública devido, principalmente, ao aumento de casos e leitos ocupados em UTI’s, alguns estados brasileiros voltaram a anunciar restrições mais rígidas, entre eles, Bahia, Piauí, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.

Atividade essencial

Com base no decreto federal nº 10.282, são considerados serviços essenciais os de alimentação, abastecimento, saúde, bancos, limpeza, segurança e comunicação social. Esta delimitação, contudo, abriu espaço para o debate sobre o papel do esporte e da atividade física na vida das pessoas durante a pandemia, levando em consideração que as práticas auxiliam na manutenção da saúde física e mental, no combate ao sedentarismo e no fortalecimento do sistema imunológico.

Nesse período vários municípios brasileiros criaram projetos ou implantaram propostas com esta finalidade. Em ofício enviado à Assembleia Legislativa de São Paulo, o Conselho Regional de Educação Física, por exemplo, se manifestou favorável ao projeto de lei 257/2020, criado em abril de 2020 pelo deputado estadual Altair Moraes, que é atleta e decacampeão de Karate.

O PL, ainda em fase de análise, defende a prática periódica de atividades físicas e exercícios ao ar livre em consonância com as recomendações sanitárias da OMS. A justificativa é que o projeto é essencial para a saúde da população, ainda mais em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas ou catástrofes naturais.

De acordo com o médico, incentivador do esporte e das artes marciais no Estado de São Paulo e Suplente de Deputado Estadual, Dr Gondim, o esporte e a prática marcial estimulam melhorias no sistema imunológico e contribuem para a proteção e o combate às doenças crônicas, algo que pode colaborar na luta contra a Covid-19.