Deputado Aroldo Martins, em parceria com a Fundação Araucária, lança programa voltado às artes marciais e à inclusão social nas escolas do Paraná

Por Márcia Caetano e Fundação Araucária | Crédito: Divulgação: Fundação Araucária

A Fundação Araucária e o deputado federal Aroldo Martins lançaram por meio de uma cerimônia virtual o programa voltado às artes marciais e inclusão social nas escolas do Paraná há poucos meses. O evento foi transmitido por meio do Canal da Fundação Araucária no YouTube.

O deputado Aroldo destinou emenda parlamentar no valor de R$ 500 mil para a efetivação de projeto que será realizado em parceria e contrapartida de R$ 500.000,00 da Fundação Araucária (FA) e as Pró-Reitorias de Extensão das sete universidades estaduais, UFPR e da UTFPR, com participação da Secretaria Estadual de Educação.

Lançamento do programa aconteceu via Zoom.

Segundo o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, o programa fará a diferença no Paraná. “Nós acreditamos na inclusão social como finalidade das nossas vidas, e que pode ser atingida por meio da educação e do esporte. Esse programa vai fazer muita diferença no estado, que tem a clara missão de demonstrar que as instituições públicas que estão tão bem distribuídas, ou seja, em 161 municípios dos 399 existentes no Paraná, são patrimônio público da sociedade”, ressalta.

Presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

Os recursos destinados  ao programa vão custear bolsas e a compra de material para implantação e desenvolvimento de aulas de artes marciais para crianças e adolescentes de 10 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social, matriculados em colégios estaduais do Paraná.

De acordo com o parlamentar Aroldo Martins, a iniciativa destaca o viés social de sua atuação. “Nosso trabalho é voltado para a inclusão social, para crianças e jovens, e para as famílias brasileiras. Eu acredito muito no esporte para o bom encaminhamento dos jovens. Vivemos um problema muito sério com a questão das drogas e o esporte pode salvar muitos jovens. Em relação às artes marciais há um trabalho intenso de incentivo ao respeito e à disciplina. O contato dos jovens com o meio universitário dará a eles a ideia  de que este não é um mundo inatingível. Estar dentro da universidade é um sonho que nós vamos alimentar nos jovens”, disse.

Deputado federal Aroldo Martins.

Repasse

Para o repasse dos recursos federais foi assinado convênio com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão federal para onde foram destinados inicialmente os recursos para serem repassados à Fundação Araucária, e cujo objetivo é fomentar a pesquisa e o desenvolvimento científico no país. Este projeto, especificamente, pretende valorizar a pesquisa voltada para geração de conhecimento, novas tecnologias, produtos e processos inovadores.

O coordenador e um dos idealizadores do programa, Rui Gonçalves, considera que é muito bom saber que existem autoridades que acreditam no esporte como meio de transformação social. “Esse programa é um projeto piloto que poderá ser expandido para outras cidades do Paraná”, comenta.

Já a técnica da Coordenadoria de Ciência e Tecnologia, que representou o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, Sandra Cristina Ferreira, parabenizou o trabalho de todos e destacou a importância da ação para as famílias e  instituições. “A SETI está à disposição para ampliar e fazer com que essas ações tenham êxito”, informa.

Este projeto está alinhado ao da Fundação Araucária que consiste na construção estrutural de Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação no Paraná (NAPI), que tem como objetivo a articulação mais intensa dos atores do Sistema Regional de Inovação do Estado e a mobilização dos ativos reunidos no espaço paranaense em torno dos desafios ligados ao desenvolvimento do território.

Como funciona

O programa ocorrerá em nove núcleos. Cada universidade será responsável por um núcleo e deverá optar por, no mínimo, uma modalidade de luta. O núcleo deverá ser desenvolvido em uma escola/colégio estadual do Paraná. Cada um deles poderá formar até oito turmas com, no máximo, 20 alunos. As turmas deverão ser distribuídas no período matutino e vespertino, atendendo os alunos no contra turno escolar.

O núcleo poderá atender até 160 estudantes, divididos em diferentes turmas e dias da semana. Poderão participar das aulas de lutas, artes marciais e esporte de combate, estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em situação de vulnerabilidade social.

Para o chefe de gabinete e assessor de relações institucionais e de inovação, Vinícius Nagem, as artes marciais são extremamente importantes para a formação do indivíduo e do ser humano. “Elas são fundamentais para a transformação social e fazem parte do trabalho da  área da extensão das universidades, que têm justamente como prioridades esses mesmos aspectos”, explica.

O evento virtual de lançamento contou com a participação do deputado Alexandre Amaro, do diretor da Paraná Esportes, Cristiano Barros Homem Del Rei, de reitores e pró-reitores de extensão e cultura das universidades paranaenses.