Benê Barbosa, escritor e instrutor de armamento, quer ver o Brasil resgatar a cultura armamentista

Por Shot Fair Brasil | Crédito: Shot Fair Brasil

O escritor e instrutor de armamento e tiro, Benê Barbosa, quer ver o Brasil resgatando a cultura armamentista, que sempre esteve vinculada à população, e que foi varrida pelos conceitos do desarmamento, afastando a população de bem das armas, deixando o País mais vulnerável.

Barbosa foi palestrante da abertura da SHOT FAIR BRASIL, ocorrida na noite da última quinta-feira (19). A feira, voltada para quem é apaixonado por armas, ocorre na Expoville, em Joinville (SC). A realização é da Planeventos Organização de Eventos.

Nesta entrevista, ele destaca a necessidade do Brasil retomar a força da população na batalha a favor do direto de acesso e uso de armas.

Palestra de Benê Barbosa.

Qual é a importância de uma feira voltada às armas neste momento?

Benê Barbosa – Ela vem num momento decisivo. Ou a gente agora toma impulso e consegue recuperar a nossa cultura armamentista, ou a gente perde tudo com muita facilidade. Essa feira mostra força, revela o que as pessoas querem. Mostra o lado político. E quando a política percebe essa força, esse crescimento fica mais fácil.

Mesmo com essa importância econômica do setor de armamentos, ainda há muitas barreiras para avançar e melhorar o acesso às armas?

Benê Barbosa – Temos barreiras gigantescas. Nós temos muitas dificuldades. Basta ver que no Congresso, nos últimos quatro anos, não aprovamos sequer uma lei que melhore a vida do cidadão no que diz respeito às armas de fogo. Mesmo com toda essa força, nenhuma lei foi aprovada porque temos um problema cultural. Há uma contaminação desarmamentista muito grande. Imaginar que isso vai mudar por vias políticas, é falso. Isso não vai acontecer. Essa mudança vai ocorrer de baixo para cima, da população, do convencimento, da informação. É isso que vai fazer uma mudança significativa de verdade.

O Brasil tinha uma cultura armamentista forte. Depois que veio o desarmamento, essa cultura foi praticamente limitada. Como fortalecer novamente essa herança?

Benê Barbosa – Essa cultura ainda está aqui. Ela não está no ambiente urbano. As grandes capitais perderam isso. Mas quando você sai destes centros, essa cultura armamentista ainda está lá. Está latente, querendo sair. Exatamente o que vemos acontecer aqui em Joinville, na SHOT FAIR BRASI. A gente vê que os locais onde estão abrindo mais clubes de tiro são as cidades menores, fora dos grandes centros, porque as pessoas sempre gostaram, sempre quiseram as armas, só que se tornaram silenciosas. Tinham medo de falar. Falar em arma de fogo virou politicamente incorreto. A arma foi demonizada e agora isso vai acabar e a cultura das armas vai retomar com muita força rapidamente. A arma é apenas um objeto. A mão que utiliza a arma de forma errada tem que ser punida. Mas não é o objeto o culpado. As pessoas têm que ter consciência do uso correto e responsabilidade no uso da arma. O que você faz não impacta só na sua vida, mas na vida de todos nós.