Luiz Gustavo Paolides

O faixa preta de Kung Fu Fei Hok Phay nasceu em São Paulo (Capital) e começou a praticar arte marcial como uma forma de defesa pessoal.
No Kung Fu teve a honra de ser discípulo do mestre Lope Chiu e fez intercâmbios técnicos com educadores de várias vertentes.
Assim que entrou no Fei Hok Phay, o encarou como se fosse a sua nova casa. “Com mestre Lope, aprendi a diferença entre humildade e submissão, a gostar de mim e de meus semelhantes, a sabedoria presente na força e quando devo utilizá-la. Ele foi como um pai”, considera.
Outros artistas marciais que admira são o professor José Lino do Nascimento e os astros Donni Yien, Andy Lau e Jean-Claude Van Damme.
O profissional disputou campeonatos pela Confederação Brasileira de Kung Fu Shao Lin e Associação de Pankration Grego, bem como sagrou-se campeão em armas e mãos nuas, e alcançou a terceira colocação no Pankration.
Atuou como instrutor de defesa pessoal policial por oito anos na Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo, formando 3 mil guardas, e no curso de imobilização e condução do 2° BPE (Segundo Batalhão de Polícia do Exército), que atendeu entre 100 e 150 militares.
Para Luiz Gustavo, o professor brasileiro de arte marcial faz um trabalho árduo, que depende de sacrifício e muita disciplina. Seus objetivos são a prática e a evolução contínuas.
É o criador da Escola Kwan Tou de Artes Marciais Chinesas, que exerce três máximas: tradição, respeito e disciplina. Os pilares da unidade são como uma árvore, que para crescer com saúde e vitalidade, requer raízes fortes. “Eu a criei para transmitir o mesmo conhecimento que um dia salvou a minha vida”, pontua.
Hoje, ainda no cerne do universo chinês, pratica Tai Chi Chuan e Chin-na. Para se atualizar, concluiu cursos táticos, entre eles, de tonfa, combate com facas, imobilização tática, etc.
Agora, quer consolidar a Escola Kwan Tou de Artes Marciais Chinesas no local em que tanto sonha. “Meus planos não teriam sentido sem o apoio de minha esposa, Nadia Tripeno, de meus filhos e de minha avó, Gerda Shiede (in memoriam)”, agradece