Tóquio 2020: Judô brasileiro mantém escrita e fecha décima participação consecutiva com pódio nos Jogos Olímpicos

Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: Jonne Roriz/COB

Chegou ao fim, no último sábado (31), a disputa do Judô nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Com dois bronzes conquistados no individual por Mayra Aguiar (78kg) e Daniel Cargnin (66kg), o Judô brasileiro manteve sua escrita de pódios conquistando, pela décima vez consecutiva, ao menos uma medalha em Jogos Olímpicos. Ao todo, o Brasil tem 24 pódios olímpicos nesse esporte, o que faz da modalidade a maior em número de medalhas na história do Brasil em Jogos Olímpicos.  

“Saímos desses Jogos de cabeça erguida. Mantivemos nossa tradição de pódios olímpicos e ainda tivemos duas medalhas muito significativas. O Daniel Cargnin, que é o rosto da nossa renovação, e a superação incrível da Mayra Aguiar que, entrou para história com a terceira medalha olímpica, feito inédito no Judô. O Judô brasileiro, mais uma vez, provou seu valor”, comemorou Silvio Acácio Borges, presidente da Confederação Brasileira.  

Em Tóquio, o Brasil contou com 13 judocas nas disputas individuais, sendo sete deles estreantes em Jogos Olímpicos: Gabriela Chibana (48kg), Larissa Pimenta (52kg), Eric Takabatake (60kg), Daniel Cargnin (66kg), Eduardo Katsuhiro (73kg), Eduardo Yudy (81kg) e Rafael Macedo (90kg). Cinco judocas chegaram ao bloco final e terminaram entre os oito melhores do mundo. Além das medalhas de bronze de Mayra e Cargnin, a seleção teve os sétimos lugares de Ketleyn Quadros (63kg), Rafael Silva Baby (+100kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg) que, infelizmente, sofreu uma lesão no ligamento patelar do joelho esquerdo e ficou fora das finais.  

Tóquio ficará marcada também pela estreia da competição por equipes mistas no programa olímpico, evento em que o Brasil tinha grande potencial de ir ao pódio, mas sofreu com desfalques e terminou em sétimo lugar. A França desbancou o Japão na grande final e os bronzes foram para Alemanha e Israel, que venceu o Brasil na repescagem.

Na avaliação geral, o gestor de Alto Rendimento da CBJ e chefe da equipe de Judô na Missão Tóquio 2020, Ney Wilson Pereira, destacou o processo de renovação da equipe masculina e lembrou das dificuldades superadas pelos atletas na reta final do ciclo olímpico com a pandemia. 

“A gente tem a equipe masculina num processo de renovação, diferente da feminina que tem atletas muito experientes e algumas mais novas. A equipe masculina só tem o Baby com maior bagagem. Esses Jogos são diferentes, porque tivemos muita dificuldade na preparação. Um atleta jovem precisa de mais rodagem, mais treinamento, coisa que a pandemia nos dificultou. Certeza que cada um desses atletas, dentro das possibilidades, tiveram a melhor preparação e entregaram o melhor que podiam. Se eu tiver que apontar alguma coisa em termos de resultados da equipe masculina é a dificuldade de preparação. Conquistamos todas as vagas, mas faltou um intercâmbio maior, que é nossa linha de trabalho”, explicou. “Nós fomos, em janeiro, ao World Masters, em Doha, e saímos sem medalha nenhuma. Saímos dos Jogos Olímpicos, hoje, com duas medalhas. Uma superação incrível de uma atleta que superou muita coisa para conquistar a terceira medalha olímpica. E um rosto novo que trouxe um grande resultado, um exemplo da renovação. Mantivemos a tradição de pódio em Jogos Olímpicos. A modalidade trouxe duas medalhas e ajudou o Brasil no quadro de medalhas. Claro queríamos mais, mas a avaliação é boa.” 

A seleção brasileira de Judô deixou Tóquio no domingo (01) e desembarcou no Brasil nesta segunda-feira, 02.