Tóquio 2020: Das 18 medalhas já garantidas pelo Brasil em modalidades individuais ou em duplas, 17 têm digital do Bolsa Atleta

Por Ministério da Cidadania | Crédito: Breno Barros/Rede do Esporte

No ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, o grupo de 17 medalhistas recebeu de forma direta, via Bolsa Atleta, um aporte somado de R$ 7,5 milhões. Quando se leva em conta a relação histórica dos bolsistas com o programa, desde 2005, o montante investido de forma direta nesses medalhistas sobe para R$ 11,435 milhões.

A única das medalhas de esporte individual que não teve a parceria do Bolsa Atleta é a prata de Rayssa Leal no skate street, porque a jovem atleta ainda não tem os 14 anos exigidos para fazer parte do programa executado pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

Judoca Daniel Cargnin, bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A mais recente das conquistas do país veio na modalidade park do skate, com o vice-campeonato olímpico de Pedro Barros. O catarinense de 26 anos é integrante da categoria Pódio, a principal do programa, com repasses mensais de R$ 5 mil a R$ 15 mil para esportistas que se colocam entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades.

“Se o Bolsa Atleta é importante para nós, que somos profissionais, imagina para quem está começando. Na verdade, esse é uma das maiores metas nossas aqui: mais do que trazer medalhas, aproveitar a visibilidade, porque a gente quer mais pistas de skate, mais crianças em cima do skate, e trazer para outras pessoas essa mudança de vida que foi o skate para mim. A gente sabe do potencial disso”, comenta o atleta.

“A gente sabe o quanto é difícil no Brasil a gente ter apoio privado, patrocínio. Eu tenho aí quase dez anos com apoio do Bolsa Atleta, então é algo que realmente para mim fez e continua fazendo toda a diferença”, afirmou Ana Marcela, que se consolidou como o principal nome internacional da natação em águas abertas, com o título olímpico indo se juntar a mais de dez medalhas em mundiais obtidas em 14 provas nos últimos sete anos, com quatro ouros.

O Brasil ainda disputa em Tóquio a final do futebol masculino, duas decisões no boxe (medalhas já contabilizadas para a conta desta reportagem), o bronze no vôlei masculino, a semifinal do vôlei feminino e a semifinal da canoagem de velocidade, com Isaquias Queiroz, além de provas na ginástica rítmica e a maratona.

MEDALHISTAS E INTEGRANTES DO BOLSA ATLETA

Categoria Internacional

Abner Teixeira, bronze no Boxe
Hebert Conceição, finalista do Boxe
Luisa Stefani, medalhista de bronze nas duplas do tênis. Laura Pigossi, parceira de Luisa Stefani em Tóquio. Já integrou o programa, mas atualmente não faz parte.

Categoria Pódio

Alison dos Santos, bronze 400m com barreiras
Ana Marcela Cunha, ouro na maratona aquática
Bia Ferreira, finalista no Boxe
Bruno Fratus, bronze nos 50m livre da natação
Daniel Cargnin, bronze na categoria -66kg do Judô
Fernando Scheffer, bronze nos 200m livre da natação
Ítalo Ferreira, ouro no surfe
Kahena Kunze, ouro na categoria 49er FX da vela
Kelvin Hoefler, prata na categoria street do skate
Mayra Aguiar, bronze na categoria -78kg do Judô
Martine Grael, ouro na categoria 49er FX da vela
Pedro Barros, prata na categoria park do skate
Rebeca Andrade, ouro no salto e prata no individual geral da ginástica artística
Thiago Braz, bronze no salto com vara

Do tamanho de uma nação

A delegação brasileira como um todo em Tóquio conta com 302 titulares, inscritos em 35 modalidades. Desses 302, 242 são atualmente integrantes do Bolsa Atleta, 80% da delegação. Se o futebol masculino, que não integra o programa, for retirado da conta, o percentual sobe para 86%. Em 19 das 35 modalidades com representantes nacionais em Tóquio, 100% dos atletas pertencem ao Bolsa Atleta.

Isadora Pacheco, que representou o país no skate park, é a mais nova da Nação Bolsa Atleta em Tóquio, com 16 anos. Jaqueline Mourão, do ciclismo mountain bike, a mais experiente, com 45. Gustavo Tsuboi, do tênis de mesa, o atleta com a relação mais longeva: desde 2005 o nome dele apareceu na lista do Bolsa Atleta em 15 editais por suas performances.

Na abertura dos Jogos, dez campeões olímpicos estavam na lista, como Alison e Bruno Schmidt, do vôlei de praia, Arthur Zanetti, da ginástica artística, e a dupla de velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze. A relação foi ampliada, em Tóquio, com Rebeca Andrade (ginástica artística), Ítalo Ferreira (surfe) e Ana Marcela Cunha (maratonas aquáticas), além do bicampeonato conquistado por Martine e Kahena.

Em 2021, a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania divulgou uma lista recorde de contemplados pelo Bolsa Atleta. São 7.197 nomes, com 5.560 de representantes de modalidades olímpicas e outros 1.637 de modalidades paralímpicas, com um investimento previsto de R$ 97,6 milhões.

“A cada pódio com brasileiros em Tóquio fica ainda mais evidente o valor do Bolsa Atleta como um parceiro estratégico e de longa data do esporte de alto rendimento brasileiro. É o maior programa de patrocínio direto do mundo”, afirmou o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães, que está em Tóquio para acompanhar o esforço e os resultados dos atletas nacionais.