Paralimpíadas: Na melhor campanha do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos, Bolsa Atleta está presente em 94% das conquistas

Por Rede do Esporte | Crédito: COB

O aviãozinho de Alex Douglas para celebrar a chegada da classe T46 da maratona, na noite deste sábado (04.09) no Brasil, decretou o ponto final da mais vitoriosa campanha de uma delegação brasileira na história dos Jogos Paralímpicos. A medalha de prata de Alex após 2h27min de corrida representou a 72ª vez que o país esteve no pódio na competição, em 14 modalidades das 20 em que o Brasil teve atletas inscritos.

Uma trajetória com 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze. Até então, a referência de ouros eram os Jogos de Londres, em 2012, com 21. No quantitativo, a baliza era o Rio 2016, com as mesmas 72 registradas no Japão. O país termina na sétima posição no quadro de medalhas, dentro do top 10 projetado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), atrás apenas de China, Grã-Bretanha, atletas do Comitê Paralímpico da Rússia, Estados Unidos, Holanda e Ucrânia.

“Mesmo sabedores da capacidade de nossa equipe, de nossos atletas, mais uma vez eles mostraram que podem ir além daquilo que a gente imagina, daquilo que a gente espera. São capazes de muito mais do que a gente pode prever. Tivemos performances espetaculares, com um brilho que me emocionou muitas vezes. Com certeza esses atletas nos mostram que faz todo o sentido esse trabalho, e isso traz ainda mais responsabilidade para seguirmos pensando num Brasil ainda melhor e que pode mais”, afirmou o presidente do CPB, Mizael Conrado.

Na campanha mais vitoriosa do Brasil, a digital do programa Bolsa Atleta, do Governo Federal, está presente em 68 das 72 medalhas obtidas pelos atletas nacionais em Tóquio, ou 94,4% do total.  Vinte dos 22 ouros do Brasil foram conquistados por bolsistas, assim como 18 das 20 pratas e os 100% dos 30 bronzes. Entre as 20 medalhas de ouro obtidas por bolsistas, 18 vieram de integrantes da categoria Pódio, a principal do programa executado pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. A Bolsa Pódio prevê repasses mensais de R$ 5 mil a R$ 15 mil para os que se posicionam entre os 20 melhores do ranking de suas modalidades.

“O governo brasileiro sabe que o esporte é uma ferramenta importantíssima de transformação social. E também sabe que para qualquer atleta desenvolver seu talento e ter sucesso no esporte ele precisa de apoio. É por isso que o Governo Federal é o maior apoiador do esporte olímpico e paralímpico no Brasil. Todos os recursos investidos visam permitir que nossos atletas possam chegar ao auge de suas formas físicas e técnicas, possam levar o Brasil ao pódio das grandes competições internacionais e possam encher nosso país de orgulho, tornando-se espelho para as próximas gerações”, ressaltou o secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.

“Estamos muito felizes com o melhor desempenho da história conseguido por nossos atletas nos Jogos Paralímpicos. Vamos continuar investindo no esporte, aprimorando o Bolsa Atleta, a Lei de Incentivo ao Esporte e outros instrumentos para que esse sucesso se mantenha em Paris 2024 e nas demais edições das Paralimpíadas”, prosseguiu o secretário.

Respaldo de R$ 117 milhões

A delegação brasileira viajou ao Japão respaldada por um investimento de R$ 117 milhões do Governo Federal via Bolsa Atleta. Esse é o valor repassado historicamente, desde 2005, a 226 esportistas (95,7% da delegação) do grupo de 236 titulares do Brasil que viajaram à capital japonesa. Só no ciclo entre os Jogos Rio 2016 e Tóquio 2021, são R$ 75 milhões investidos diretamente nos integrantes do elenco nacional. Em 15 das 20 modalidades em que o Brasil teve representantes, 100% dos atletas integram o programa.

“Nesses Jogos em especial, 95% dos atletas da delegação brasileira eram contemplados com o Bolsa Atleta. O investimento federal é de suma importância. Além disso, o Governo Federal participou diretamente da construção do grande Centro Paralímpico de São Paulo, estrutura de alto padrão que ajudou a preparação de muitos dos atletas durante todo o ciclo. Então, tem muito legado e verba federal no esporte paralímpico, o que muito nos orgulha”, afirmou Bruno Souza, secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.  

“Não tenho dúvidas. Se não fosse o Bolsa Atleta, os resultados aqui seriam outros. Ele tem relevância muito importante no que a gente viu em Tóquio. Ele dá condições para o atleta se desenvolver. E não só na ponta, no alto rendimento, mas desde lá da base, na escola. Ele incentiva, dá condições e motiva a criança a persistir no esporte. O Bolsa Atleta tem uma participação decisiva em todos os resultados que a gente tem aqui”, afirmou Mizael Conrado, presidente do CPB.