Judocas olímpicos e paralímpicos são promovidos a Kodansha em homenagem da Confederação Brasileira de Judô

Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: CBJ

Sete heróis olímpicos do Judô brasileiro foram promovidos pela Confederação Brasileira de Judô ao 6º dan: Carlos Pacheco “Fuscão”, Antonio Tenório, Walter Carmona, Monica Angelucci, Vânia Ishii e Edinanci Silva receberam o certificado de Kodansha e a faixa coral das mãos do presidente da CBJ, Silvio Acácio Borges, e dos gestores Ney Wilson Pereira (Alto Rendimento) e Marcelo Theotônio (Base) em cerimônia realizada durante o treinamento de campo das equipes de base em Pindamonhangaba. 

João Derly integra a turma dos homenageados deste ano e recebeu seu 6º dan em Porto Alegre, na quarta-feira, 30, em cerimônia realizada pela Federação Gaúcha de Judô e pela Sogipa.  

Além deles, a técnica da seleção brasileira sub-21 feminina e atleta olímpica em Barcelona 1992 e Atlanta 1996, Andrea Berti, recebeu a promoção referente aos dois ciclos olímpicos e o diploma de 5º dan na cerimônia em Pindamonhangaba. Assim como ela, outros atletas que preenchem o mesmo requisito terão suas promoções divulgadas em breve, conforme antecipou o presidente da CBJ, Silvio Acácio Borges. 

“Essa é uma proposta da CBJ de valorização, de reconhecimento daqueles que foram nossos heróis lá no passado. Foram extremamente importante e construíram o caminho que hoje é trilhado por muitos judocas. Essa ação contemplará mais de 60 atletas, entre olímpicos e paralímpicos neste ano de Jogos Olímpicos. Temos também uma cláusula no novo Regulamento Nacional de Graus que já valoriza a graduação do atleta assim que ele retornar da Olimpíada, coisa que nunca existiu no Brasil. É uma grande Horna podermos homenagear esses ícones do Judô nacional”, afirma Silvio Acácio.   

Em dezembro de 2020, a CBJ já havia promovido os medalhistas olímpicos Sarah Menezes, Tiago Camilo, Leandro Guilheiro, Carlos Honorato e Flavio Canto.  

A ação de valorização e reconhecimento de toda a contribuição dos atletas olímpicos ao Judô brasileiro é uma iniciativa da atual gestão da CBJ, que estabeleceu um regime especial de promoção de graduação para judocas olímpicos e medalhistas olímpicos por meio da Portaria Nº 1, de 04 de novembro de 2020, conforme os critérios abaixo: 

Art. 3, em seu § 7o, para ATLETAS OLÍMPICOS e para os MEDALHISTAS OLÍMPICOS (campeões, vice- campeões e terceiros lugares), em deferência à sua enorme dedicação e por elevar o nome do Judô nacional, será concedido um regime especial de promoção, cujas outorgas serão concedidas conforme a seguir.

– 01 (um) dan para cada ciclo olímpico completado como ATLETA OLÍMPICO;
– Será outorgada automaticamente a graduação de 5º dan (GO DAN) para o ATLETA OLÍMPICO que possuir ao menos 02 (dois) ciclos olímpicos, quando da sua decisão de deixar definitivamente de participar da seleção nacional (aposentadoria como atleta);
– Será outorgada automaticamente a graduação de 5º dan (GO DAN) para o MEDALHISTA OLÍMPICO, quando da sua decisão de deixar definitivamente de fazer parte da seleção nacional (aposentadoria como atleta);
– Será outorgada automaticamente a graduação de 6º dan (ROKU DAN), para o MEDALHISTA OLÍMPICO, que tenha participado de ao menos 02 (dois) ciclos olímpicos, quando da sua decisão de deixar definitivamente de fazer parte da seleção nacional (aposentadoria como atleta);
– As outorgas previstas neste parágrafo serão retroativas e contemplarão todos os ATLETAS e MEDALHISTAS OLÍMPICOS que se enquadrem nas condições listadas acima.

Confira os depoimentos dos novos Kodanshas: 

Fuscão – Atleta Olímpico em Montreal 1976: “Eu nunca imaginei que fosse receber essa homenagem depois de tampo tempo. Eu participei dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Eu sou de uma geração de atletas que foi a primeira a fazer estágios no exterior e a gente ser lembrado, ser chamado, esse convite que o Silvio me fez encheu meu coração de alegria. Dizem que o Brasil não tem memória. Tem, sim. Através desse trabalho bacana que a Confederação está fazendo, estar relembrando os atletas que foram do passado, mostrando que o Judô foi construindo por várias gerações de judocas.”

Walter Carmona – Atleta Olímpico em Moscou 1980, Los Angeles 1984 e Seul 1988: “Primeiro lugar, gratidão pelo carinho, pela atenção, pela consideração. Embora eu não milite mais no Judô, essa é uma premiação, uma graduação importante para a minha vida, para minha família e estou bastante honrado com isso. “

Antônio Tenório – Atleta Paralímpico em Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016: “Primeiramente, muito obrigado à Confederação Brasileira de Judô. Esse é um momento ímpar para o Judô paralímpico tendo o primeiro atleta promovido ao 6º grau. Não só para, mas como para meu professor é um momento muito importante. E, lógico, ano olímpico, já classificado para 2021, a gente vai estar fazendo o possível para representar os 220 milhões de brasileiros em cima do pódio e trazer uma medalha a mais para o Brasil”

João Derly – Atleta Olímpico em Pequim 2008: “Sou um ex-atleta, mas sempre judoca. É um momento muito especial receber esta honraria. Confesso que faltam palavras para descrever tudo isso, mas existe uma que não pode faltar: obrigado. Obrigado a todos que são parte da minha trajetória e da minha vida. Obrigado meu Deus”

Monica Angelucci – Atleta Olímpica em Seul 1988 e Barcelona 1992: “São, praticamente, 42 anos dedicados à prática do judô. Eu era faixa preta desde 2001 e hoje estou recebendo minha faixa Kodansha, que chegou num momento muito importante por ser um ano olímpico e foi uma gratificação muito grande da CBJ. Eu acho que esse momento que a gente está passando hoje é o que representa para todo mundo essa graduação é o judô feminino crescendo degrau por degrau nesses anos e eu tenho todas as esperanças de que a CBJ vai trazer para a gente um quadro de medalhas muito maior do que o que a gente traz dentro de Olimpíadas”

Vânia Ishi -Atleta Olímpica em Sydney 2000 e Atenas 2004: “É um momento muito especial, me sinto muito honrada. Foi uma surpresa agradabilíssima. Quando recebi essa grande notícia me veio na cabeça todos os momentos bons, sacrifícios, tudo o que a gente faz para poder ser o melhor, estar em cima do tatame dando o melhor. É uma premiação, né? E para mim, realmente, é um momento muito especial”. 

Edinanci Silva – Atleta Olímpica em Atlanta 1996, Sydney 2000, Atenas 2004, Pequim 2008 : “Para mim é uma felicidade enorme receber essa homenagem, esse reconhecimento. Antes da graduação, eu acho que só o fato de ter essa lembrança na memória de instituição que durante tanto tempo eu representei já é de grande valia. É um sonho para lá de realizado. Eu saí do nordeste faixa verde, consegui a faixa preta. Não tinha nem ideia se um dia eu poderia conseguir ser Kodansha e estamos aqui hoje realizando mais um sonho. Estou muito feliz”