Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: CBJ

 

Uma parceria da gestão das categorias de base da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) com a Universidades de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) trouxe tecnologia e ciência do esporte para o treinamento de campo das seleções sub-18 e sub-21, que acontece nesta semana, no CT da CBJ em Lauro de Freitas, na Bahia.

Além de treinos técnicos no dojô, os judocas passarão a semana realizando testes nas áreas de preparação física e fisioterapia. 

As avaliações no campo da preparação física incluem mensuração da força máxima isométrica de preensão manual, testes de suspensão na barra com judogi (isométrica e dinâmica), salto horizontal, Special Judo Fitness Test (SJFT), além de monitoramentos diários de percepção subjetiva do esforço da sessão (carga interna de treinamento) e tolerância ao estresse. 

"As informações obtidas com esses testes permitem oferecer indicativos do desempenho físico atual dos atletas, que são informações relevantes no direcionamento dos treinamentos. Além disso, o conhecimento da aptidão física dos atletas é uma informação relevante no acompanhamento a médio e longo prazo realizado pela comissão técnica das categorias de base", explica o Prof. Me. Marcus Agostinho, responsável pela execução desses testes com auxílio dos membros da comissão técnica da CBJ.

Para o teste de preensão manual, a equipe utilizou um dinamômetro cedido pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Lutas, Artes Marciais e Modalidade de Combate da Escola de Educação Física e Esporte da USP, que é liderado pelo Prof. Dr. Emerson Franchini, referência nesta área de estudo. 

Além disso, o Laboratório de Psicologia Esportiva da UFMG (LAPES) forneceu o Vienna Test Systemequipamento de avaliação computadorizado para a realização de testes psicométricos inéditos para as equipes de base.

"Com os resultados desses testes os atletas poderão ser melhor trabalhados durante o treinamento em relação às capacidades reativas, como o tempo de reação simples (tempo de reação cognitivo e tempo de reação motor) e reações complexas múltiplas (tomada de decisão)", explica Thiago Vinícius Ferreira, fisioterapeuta das categorias de base da CBJ que conduziu os exames psicométricos.   

Ao final das avaliações, a comissão técnica terá traçado os perfis dos atletas em relatórios individuais que darão suporte ao plano de treinos de cada um dos judocas. No total, 30 atletas estão participando do treinamento neste início de ano e a proposta é criar um padrão de avaliações permantes para as próximas ações.