Guilherme Schimidt garante prata para o Brasil no Grand Prix de Zagreb

Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: FIJ

O Judô brasileiro começou o ciclo Paris 2024 da mesma forma como encerrou o de Tóquio 2020: no pódio. No último sábado (25), o novato Guilherme Schimidt, de 20 anos, conquistou a medalha de prata na final do peso meio-médio masculino (81kg) do Grand Prix de Zagreb, na Croácia. Ele venceu três lutas e só parou na final diante do número um do mundo, Tato Grigalashvili, da Geórgia. Essa foi a primeira medalha do brasileiro em Grand Prix. 

“Conquistei a medalha de prata na primeira competição pós-Tóquio. Estou muito feliz. Essa medalha vai em homenagem ao meu Sensei que faleceu, Sensei Carlinhos. Obrigada a todos que torceram. Que essa seja a primeira de muitas que virão pela frente”, comemorou o judoca brasileiro, que somou 490 pontos no ranking mundial e deve melhorar sua 35ª posição. 

Schimidt estreou nas oitavas de final, batendo o francês Tizie Gnamien por ippon com uma chave de braço. Nas quartas, superou Jose Maria Izquieta, da Espanha, por waza-ari, e avançou à semifinal, onde superou o moldavo Dorin Gotonoaga, por ippon.  

Na luta pelo ouro, Schimidt encarou uma pedreira, o atual número um do mundo, Tato Grigalashvili, da Geórgia, vice-campeão mundial e quinto colocado nos Jogos de Tóquio. O adversário conseguiu um waza-ari de vantagem logo no início da luta e administrou o placar. O brasileiro se manteve agressivo no combate, conseguiu forçar duas punições em Grigalashvili, mas não alcançou a pontuação para ficar com a vitória. 

Guilherme Schimidt é uma das caras novas do Judô brasileiro para este ciclo olímpico. Entre seus principais resultados, estão o ouro no Pan-Americano Sênior de Guadalajara, neste ano, e o bronze no Mundial Júnior de 2019. Ele passou pelos dojôs do SESI-Taguatinga e Academia Espaço Marques Guiness, do Distrito Federal, e, hoje, representa o tradicional Minas Tênis Clube, trilhando caminho parecido ao de seus conterrâneas e ídolos do Judô nacional, Ketleyn Quadros, Érika Miranda e Luciano Corrêa, que atuou como técnico da seleção, orientando o pupilo em Zagreb.  

“O Schimidt fez uma competição muito boa, com variação de pegada, fazendo pontuações com vários golpes diferentes, mostrando versatilidade, pontuando em diferentes direções. É muito importante começar o ciclo com uma medalha e, mais ainda, com um bom desempenho, fazendo uma final com o número do ranking mundial lutando de igual para igual”, avaliou Luciano, que atuou como técnico da equipe neste Grand Prix ao lado de Alexandre Katsuragi. 

Outros três brasileiros também lutaram neste sábado, mas não conseguiram avançar em suas chaves. Luana Carvalho (70kg), caçula da equipe com apenas 19 anos, estreou com boa vitória sobre Shaked Amihai, de Israel, por ippon, mas parou na experiente Anka Pogacnik, da Eslovênia.  

Ainda nos 70kg, Millena Silva, de 21 anos, não conseguiu passar por Andela Violic, da Croácia, na primeira luta, assim como Michael Marcelino (73kg) parou em Jeroen Casse, da Bélgica, nas punições (3-2).  

Dos sete representantes brasileiros em Zagreb, dois chegaram às disputas por medalhas: Natasha Ferreira (48kg) perdeu o bronze e ficou em quinto lugar, além de Guilherme Schimidt, que foi até a final. O time brasileiro foi composto por judocas Sub-23, em sua maioria, que começam a ganhar experiência internacional em competições adultas e a somar os primeiros pontos no ranking mundial. 

A próxima competição do Circuito Mundial será o Grand Slam de Paris, na França, nos dias 16 e 17 de outubro.