Equipe fica em sétimo e Brasil encerra campanha no Mundial Júnior com três bronzes

Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: Mayorova Marina/IJF

O Brasil encerrou, neste domingo, 10, sua participação no Campeonato Mundial Júnior, de Olbia, na Itália, com um sétimo lugar na disputa por equipes mistas. Com uma vitória por 4 a 0 sobre Quênia e derrotas por 4 a 2 para Rússia e Hungria, o time brasileiro ficou fora do pódio no último dia de competição. Com isso, a país fechou o Mundial com as três medalhas de bronze conquistadas por Rafaela Batista (48kg), Luana Carvalho (70kg) e Eliza Ramos (78kg) nas disputas individuais.  

Além das medalhas, a seleção ainda teve os sétimos lugares de Aléxia Nascimento (48kg), Matheus Pereira (66kg), Gabriel Falcão (73kg) e Daniel Silva (+100kg).  

Tendo em vista o ano e meio longe das competições sub-21 em razão da pandemia, o resultado foi considerado acima das expectativas. Para grande parte dos judocas brasileiros, o Mundial foi apenas a segunda competição desde a paralisação dos calendários nacionais e internacionais, em março de 2020. A primeira havia sido o Pan-Americano, no mês passado.  

Brasil e Quênia cumprimentam-se ao final do combate. 

As três medalhas brasileiras vieram com atletas do Rio de Janeiro, que participaram em cinco competições realizadas pela Federação do Rio – FJERJ (Campeonato Carioca Sub-21 e Sênior, Seletiva Estadual Sub-21 e Campeonato Estadual Sub-21 e Sênior) entre agosto e setembro deste ano. Luana Carvalho ainda disputou o Grand Prix de Zagreb com a seleção principal.  

Os nacionais da classe Sub-21 começarão na próxima semana, com as disputas do Campeonato Brasileiro Sub-21 feminino, no dia 20 de outubro, em Pindamonhangaba. O masculino será em 10 de novembro, no mesmo local.  

E a próxima competição internacional da equipe júnior serão os Jogos Pan-Americanos de Cali, na Colômbia, em novembro. Será a principal competição do ano para os Juniores brasileiros. 

Preparadas para o processo Paris 2024

Andrea Berti, técnica da seleção feminina júnior do Brasil responsável pelas três medalhas do país no Mundial Sub-21, considerou o resultado acima das expectativas e se animou com as jovens atletas que se destacaram na Itália:

“Esse resultado superou nossas expectativas, porque não tínhamos muitas referências, nem das nossas atletas, nem das de fora, com esse tempo que ficamos parados sem competir. Acredito que para a Rafaela Batista e para a Eliza Ramos foram as melhores competições da vida delas. Competiram super bem. E são atletas novas. Rafaela e Eliza estão em primeiro ano de Júnior, Luana no segundo. São atletas que já estão melhores preparadas para o processo rumo a Paris 2024. Quem não chegar em Paris, com certeza, buscará Los Angeles 2028”, projetou a treinadora citando as três medalhistas de Olbia.