Como está a curva do Coronavírus no Brasil? E a taxa de desemprego?

Da Redação | Crédito: Revista Master

Os dias não têm sido fáceis. Com mais de 438 mil infectados (até o fechamento da matéria) e em segundo lugar como o país com o maior número de casos de Coronavírus no mundo, o Brasil está em uma situação delicada na luta contra a doença.

O crescimento exponencial deixou a principal nação da América do Sul com os olhos da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltados para cá. Entre as razões para o aumento de casos, podemos citar o afrouxamento do isolamento em várias cidades e a baixa testagem na população. Até o momento, foram feitos menos de 5 mil testes por milhão de habitantes.

O Brasil só está atrás em número de casos e mortes dos Estados Unidos. Esta situação não gera estado de alerta somente na área da saúde, mas também na economia nacional.

Segundo um estudo do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV (Fundação Getúlio Vargas), a pandemia do novo Coronavírus pode provocar uma perda de até 4,4% no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2020.

Outros reflexos podem ser percebidos na área comercial. Muitas empresas, especialmente, as pequenas e médias, estão com dificuldade para manter suas contas em dia, assim como os salários de seus funcionários.

Mais de 1,2 milhão de trabalhadores ficaram desempregados no 1º trimestre. Somente no mês anterior, em abril, houve um aumento de 21,5% dos pedidos de seguro-desemprego no Brasil, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Ao todo, foram 748,5 mil.

Apesar de os dilemas, alguns estados que tiveram uma média mínima ou satisfatória de isolamento, já adotaram medidas de flexibilização para auxiliar a economia brasileira, com muita cautela, prezando em primeiro lugar pela saúde da população.

Boas notícias

O Governo de São Paulo, que mais gera renda para o país, com R$ 1.349 trilhões por ano, anunciou nesta semana a prorrogação da quarentena por mais 15 dias, a partir de 01 de junho, porém, com flexibilização progressiva em diferentes regiões do estado.

Plano de flexibilização

Para tanto, foi definido o Plano São Paulo, que engloba cinco etapas:

Fase 1 – vermelha: alerta máximo, funcionamento permitido somente aos serviços essenciais.

Fase 2 – laranja: controle, possibilidade de aberturas com restrições.

Fase 3 – amarela: abertura de um número maior de setores.

Fase 4 – verde: abertura de um número maior de setores em relação à fase 3.

Fase 5 – azul: normal controlado, no qual todos os setores estarão em funcionamento, mas mantendo medidas de distanciamento e higiene.

Este plano significa a reabertura consciente e com restrições das seguintes áreas: atividades imobiliárias, concessionárias, comércios e shopping centers.

É importante destacar que as flexibilizações foram e serão possíveis apenas para as cidades que estiverem com disponibilidade de leitos de UTI na rede pública e privada, redução no número de casos da doença, manutenção do distanciamento social nos ambientes públicos e uso obrigatório de máscaras.

Academias

Em relação às aberturas de academias, os estabelecimentos precisarão seguir algumas recomendações sanitárias, entre elas, ocupação simultânea da academia limitada a 35% da capacidade, espaço de exercício de cada cliente nas áreas de peso livre e nas salas de atividades coletivas com demarcação no piso, máximo de uso de 50% dos aparelhos de cardio e armários, e distanciamento mínimo de 1,5 metro entre equipamentos em uso.

Alguns dos municípios que ganharam o aval de flexibilização (com restrições) são São Paulo, Campinas, São José do Rio Preto, Marília, Sorocaba, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista, Piracicaba, Taubaté, entre outras (confira no mapa abaixo).

Em contrapartida, Registro, Grande São Paulo e as nove cidades da Baixada Santista (Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Mongaguá, Peruíbe, Bertioga e Itanhaém) seguem na fase vermelha, isto é, em alerta máximo, com funcionamento permitido somente aos serviços essenciais.

Outros estados

Em Santa Catarina, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, a retomada consciente – com práticas sanitárias de prevenção e segurança – já é uma realidade. Na região mineira, por exemplo, cerca de 90% dos municípios estão com algum tipo de flexibilização, com as atividades econômicas retomadas parcial ou totalmente.

Ações importantes

1) Se a sua cidade estiver entre aquelas que adotaram a flexibilização, faça a sua parte, ou seja, adote medidas de prevenção contra o Coronavírus e siga as recomendações sanitárias.

2) Aproveite o momento e as redes sociais para construir uma nova rede de contatos e reúna esforços para gerar novas parcerias.

3) Adapte-se à nova realidade. Se você, professor ou mestre de arte marcial, ainda não pode ministrar aulas presenciais, recorra às tecnologias: Facebook, Instagram, Youtube, WhatsApp, etc.

4) Invista em ações de marketing tendo à epidemia em mente.

5) Identifique quais são os desafios que você está passando nesse período e tente buscar formas para solucioná-los.

6) Implemente soluções tecnológicas para garantir uma comunicação eficiente.

7) Utilize o tempo de isolamento social para ler mais sobre conteúdos de sua modalidade e aplicá-los em sua academia, clube ou dojo.

8) Como o problema é global, há empresas que estão dispostas a negociar para não sair no prejuízo. Procure ainda, negociar despesas bancárias e busque um prazo maior para o pagamento de dívidas.

9) Avalie também seu compromisso social e as necessidades de sua equipe. Serviços que podem ser feitos remotamente devem ser liberados para home office.

10) E o mais importante: cuide de sua saúde física e mental, pois toda essa situação vai passar.

Fontes

Correio Braziliense

Economia UOL

Plano São Paulo

Sebrae

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