Quanto tempo as academias ficarão fechadas?

Da Redação

Quanto tempo as academias ficarão fechadas? Esta é uma pergunta que proprietários, professores e alunos têm feito há quase dois meses, desde que a quarentena foi iniciada no Brasil em virtude do Coronavírus (COVID-19).

Claro que o mais importante é a saúde da população, alinhada a medidas preventivas e a redução do número de casos. Entretanto, desde que vários setores comerciais foram fechados, o país passou a ter outros problemas, entre eles, aumento de desemprego, fechamento de empresas, faturamento reduzido e dificuldade para manter as contas.

As academias são um dos negócios mais bem-sucedidos do Brasil. Segundo o último levantamento feito pelo Conselho Federal de Educação Física (2010), existem mais de 30 mil estabelecimentos no país, posicionando-o como o segundo maior mercado mundial, ficando atrás apenas dos EUA.

Anualmente, fatura, em média, mais de R$ 60 bilhões, correspondendo a 1,6% do PIB brasileiro, de acordo com a Pluri Consultoria. No entanto, com o cenário da pandemia, o setor, consequentemente, terá uma queda brusca em 2020.

Em relação às academias de lutas e artes marciais, que também têm foco na qualidade de vida, bem-estar e saúde, os problemas são similares, levando em consideração o contexto emergencial.

Decreto pede reabertura

Mesmo com o decreto assinado pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, publicado no Diário Oficial no último dia 11 de maio, que inclui academias de ginástica, cabeleireiros, barbearias e salões de beleza como atividades essenciais durante a pandemia do Coronavírus, desde que obedecidas as determinações sanitárias do Ministério da Saúde, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou desde abril que estados e municípios podem adotar as medidas que acharem necessárias para combater a doença, sem aval do Governo Federal. Com isso, passou a ter um embate entre esses órgãos.

Em suma, os estados, em sua maioria, manterão esses locais fechados. Devido a isso, proprietários de academias, educadores físicos e de artes marciais estão preocupados com os efeitos sociais e econômicos da decisão. Além da possibilidade de desemprego, eles estão com campo de atuação limitado. Para compensar, muitos oferecem aulas online ou consultoria via videoconferência ou WhatsApp.

Em outras palavras, o setor precisa se reinventar, independentemente de ser uma pequena, média ou grande empresa.

De acordo com o empresário Edgard Gomes Corona, dono da Smart Fit e da Bio Ritmo, as maiores redes de academias do país, com 501 lojas, as portas serão abertas somente quando Governo e Estados entrarem em um consenso.

Decisão dos Estados

De um modo geral, as unidades federativas se posicionaram contra a decisão do presidente, todavia, houve reabertura de academias, com ressalvas e medidas preventivas, em municípios dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Entre as cidades dessa lista, estão Atibaia, São José dos Campos, Pindamonhangaba, Guaratinguetá, Araraquara, Atibaia, Penápolis, Cardoso, Urania, Votuporanga, Pitangueiras, Santa Cruz do Rio Pardo, Ilha Solteira, Matão, Pirassununga, Porto Ferreira, Araçatuba, Bertioga, Itanhaém e Guararapes, no Estado de São Paulo, assim como Rio Verde (Mato Grosso do Sul), Foz do Iguaçu, Cascavel, Ponta Grossa, Maringá, Guarapuava, Londrina, Umuarama, Cianorte e Apucarana, no Paraná, e em todo o Estado de Santa Catarina.

No caso de Santos, no Litoral Sul de São Paulo, apesar desses locais estarem fechados, a comissão de desenvolvimento elaborou um plano de retomada econômica e comercial (veja aqui).

Futuro

O que se espera é que as autoridades entrem em um acordo, levando em consideração a realidade de cada região, para que esses profissionais possam, finalmente, trabalhar com saúde, segurança e bem-estar.

É importante frisar que após o retorno das atividades, médicos e órgãos de saúde orientam que as medidas de prevenção sejam mantidas, incluindo distância de 1m e 1,5m entre um aluno e outro, uso de álcool em gel, higienização de aparelhos e salas com poucas pessoas.

E em sua cidade, como está a situação?

Fontes

Agência Brasil

Jornal O Tempo

Revista Exame

Revista Veja

Fechar Menu