Por Girliani Martins | Crédito: Ricardo Gennêsys

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1º Festival de Judô Sensei Satoru Ebihara movimenta a Associação Atlética dos Portuários, em Santos

No último domingo (15), Satoru Ebihara, conhecido como o “Samurai Brasileiro”, foi homenageado com um festival de Judô que levou o seu nome. Sediado na Associação Atlética dos Portuários, em Santos, o 1º Festival de Judô Sensei Satoru Ebihara foi organizado por Eloy Pereira e disputado por atletas não confederados e convidados especiais. 

A competição ganhou muitos elogios, considerando que destacou o espírito de união do “Caminho Suave”, com a participação de crianças, adolescentes e adultos de várias academias.

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O festival recebeu autoridades como o secretário de esportes de Santos, Sadao Nakai, e amigos do homenageado, entre eles, o medalhista olímpico Luiz Onmura, a decacampeã mundial Rosângela Oliveira (Índia), José Gomes Medeiros (Sensei Medeiros), Eloy Pereira, o campeão mundial Marcos Daud, Celso Franco, Ricardo Gennesys, entre outros.

Todas as lutas tiveram disputa por medalhas. O festival contou com a apresentação de banda municipal e arrecadou litros de leite que foram doados a entidades sociais da região.

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Segundo a atleta Rosângela Oliveira (Índia), foi uma homenagem muito justa ao sensei Satoru Ebihara, por sua trajetória de luta e perseverança. “Ele é um judoca muito importante na Baixada Santista. Sua vida é um exemplo de superação. Fiquei muito feliz em ter participado do evento”,afirma.

O sensei Satoru Ebihara, 7º dan, nasceu no Japão, mas vive no Brasil desde os nove anos. Nascido na província de Kagoshima, uma das primeiras cidades japonesas, deu os primeiros passos no Judô ao lado do pai, na academia de seu tio, um competente capitão do Exército.

A família desembarcou na cidade de Santos, no Litoral Sul de São Paulo, em 1959. Em pouco tempo no novo lugar, se dispôs a procurar academias locais que oferecessem aulas do “Caminho Suave. Nesta busca, encontrou a Academia Kurachi, fundada pelo pioneiro do Judô na Baixada Santista.

Lecionou em Santos e em várias cidades de São Paulo. Estima-se que ele tenha transmitido os valores judoístas para mais de 20 mil alunos. O kodansha não enfrentou duras lutas apenas dentro do tatame, mas fora dele. Nem mesmo quatro Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC’s) e a paralisação do braço direito o impediram de continuar a batalha pela vida.

Aos 66 anos, continua participando de atividades da academia, oferecendo apoio técnico e psicológico. Para ele, o Judô é o seu combustível de vida, pois não trabalha somente o físico, mas o intelecto e o comportamento. “É uma filosofia que me mantém com o mesmo espírito jovial. Cada queda que sofri me fez ver a vida sob um novo ângulo”, explica.

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