Da Redação | Crédito: Manuel de Oliveira Ferreira / Revista Master

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Revolução Constitucionalista é comemorada com Desfile Cívico

Há exatos 87 anos começava a Revolução Constitucionalista, entre os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

O combate durou 87 dias, de 09 de julho a 04 de outubro de 1932, mas ficou marcado na história do estado paulista, tornando-se feriado e a principal data cívica.

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Para comemorar o 87º aniversário deste movimento, ocorreu na última terça-feira (09), o desfile cívico da Revolução Constitucionalista de 32, em frente ao Obelisco Mausoléu, próximo ao Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo.

Entre os que abrilhantaram o desfile, estavam policiais militares, bombeiros e escoteiros, que enalteceram o patriotismo e o civismo nacionais.

Orgulho dos paulistas, a Revolução de 32 jamais deverá ser esquecida, pois é uma forma de honrar a memória daqueles que lutaram e deram suas vidas por um Brasil mais justo e igualitário.

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A Revolução Constitucionalista de 1932

O dia 09 de julho tornou-se feriado no Estado de São Paulo em 1997, devido à Lei 9.497, promulgada pelo então Governador Mário Covas.

É considerado a data magna de nosso Estado, ocasião em que se comemora a Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1930, Getúlio Vargas, que era gaúcho, assumiu o poder da nação, depondo o então presidente Washington Luis e impedindo que Júlio Prestes, paulista, assumisse o governo.

Vargas destituiu o congresso e retirou poderes dos Estados. Muitos paulistas acreditavam que ele convocaria uma assembleia constituinte e eleições presidenciais, fatos que não ocorreram, gerando revolta no Estado.

Na busca de um regime constitucional e com apoio de comerciantes, profissionais liberais, maçons e estudantes universitários pediram a realização de eleições em um grande ato político na cidade de São Paulo, realizado em 23 de maio de 1932.

Os estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Souza e Antonio Camargo de Andrade, que participavam do ato, foram mortos durante tentativa de invasão a um local que concentrava apoiadores do regime de Getúlio.

Nasceu, assim, a sigla M.M.D.C., referente à forma como os estudantes eram conhecidos – Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Mais tarde, acrescentou-se a letra A ao final da sigla, referente ao jovem Alvarenga, também morto no conflito.

Surgiu também, a partir disso, em 09 de julho, uma grande revolta armada, na qual os paulistas exigiam a saída de Vargas do poder, a realização de eleições e a elaboração de uma nova Constituição.

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Utilizando os meios de comunicação existentes na época, rádios e jornais, foram mobilizados mais de 200 mil voluntários, dos quais cerca de 60 mil atuariam em combate.

As tropas paulistas, incluindo-se o efetivo da então Força Pública, atual Polícia Militar – que participou com cerca 10 mil combatentes, quatro aviões, cinco trens blindados e diversos veículos também blindados – imaginavam que poderiam contar também com o apoio de militares mineiros, mato-grossenses e gaúchos, mas isso não aconteceu.

Cerca de 100 mil soldados aliados do Governo Federal partiram para o enfrentamento com os paulistas. Após quase 90 dias de intenso combate e cercadas por tropas federais, as tropas paulistas, com necessidades de alimentação e armamento, se renderam ao governo federal.

Em homenagem aos paulistas mortos na Revolução, foi construído no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Obelisco Mausoléu aos Heróis de 32.

Maior monumento de São Paulo, com 72 metros de altura, abriga os restos mortais demais de 700 combatentes, com destaque especial para Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C.).

Entre várias inscrições existentes no monumento, a que mais se destaca é: "Viveram pouco para morrer bem, morreram jovens para viver sempre."

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