Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: CBJ

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Judô brasileiro abre Grand Prix de Tbilisi com prata de Rafaela Silva e bronzes de Nathália Brígida e Larissa Pimenta

O Judô brasileiro começou sua campanha no Grand Prix de Tbilisi com três pódios nesta sexta-feira (29). O melhor resultado veio com Rafaela Silva, que conquistou a prata. Além dela, Nathália Brígida (48 kg) e Larissa Pimenta (5 2kg) também foram ao pódio, conquistando medalhas de bronze na Geórgia.

Sétima colocada no Ranking Mundial, Rafaela chegou à Tbilisi como uma das cabeças de chave da categora e confirmou o favoritismo vencendo todas as lutas das preliminares. Primeiro, derrotou a belga Mina Libeer, por wazari, e avançou às quartas, onde superou a cazaque Sevara Nishanbayeva, por ippon. A semifinal foi a reedição da final do Campeonato Mundial Militar de 2018 com a francesa Helène Receveaux e, novamente, Rafaela levou a melhor, projetando a adversária duas vezes em menos de um minuto para chegar à final com mais um ippon.  

A decisão pelo ouro com a kosovar Nora Gjakova, número dois do mundo, foi equilibrada e definida nas punições. Rafaela investiu nos contra-ataques que vinham dando certo ao longo da competição, mas não teve sucesso dessa vez e acabou sendo punida três vezes. Ao sair do pódio, ela avaliou positivamente seus últimos resultados - três finais em cinco eventos - e revelou que sentiu um pouco de falta de ritmo de luta em Tbilisi por ter passado os últimos dias tratando uma lesão no joelho.

"É a terceira vez que venho para a Geórgia e nessas três vezes fiz final. Estou muito feliz com meu desempenho nessas competições de início de 2019. Na final, senti um pouco o ritmo. Eu lesionei o joelho nas últimas competições, então estava mais fazendo fisioterapia e tentando intensivar minha parte física. Mas, ainda estou sentindo um pouco a falta de ritmo de treino. Agora, é aproveitar essa semana para preparar porque já tem competição no próximo final de semana de novo", explicou Rafaela já projetando sua participação no Grand Prix de Antalya, na Turquia, na próxima sexta-feira.

Brígida e Pimenta fazem dobradinha de bronze

A primeira medalha brasileira do dia, contudo, veio com a ligeiro Nathália Brígida (48 kg), que venceu Mariam Tsikhelashvili, da Geórgia, na estreia e a turca Nazlican Kilic, nas oitavas. A brasileira caiu nas quartas diante da experiente Urantsetseg Munkhbat, mas recuperou-se com um belo ippon sobre a ucraniana Marina Chernyak na repescagem para chegar à disputa pelo bronze, onde derrotou a húngara Eva Csernoviczki. Foi o terceiro pódio de Brígida em 2019, resultados que consolidam seu retorno às competições e à disputa pela vaga rumo a Tóquio 2020. 

"Estou fechando esse trimestre com mais uma medalha, a terceira em seis competições. Estou contente com minha evolução, mas tenho muito mais a evoluir nessa busca pela vaga olímpica", avaliou Brígida, que foi bronze também no Grand Prix de Tel Aviv, em janeiro, e no Grand Slam de Dusseldorf, em fevereiro. 

A jovem Larissa Pimenta (52 kg), de 19 anos, também vem mostrando regularidade em 2019 e conquistou seu quarto pódio na temporada, o primeiro em Grand Prix. Embalada pelos ouros nos Abertos de Lima e Santiago nas últimas semanas, a novata brasileira bateu Amber Ryheul, da Bélgica, na primeira luta, e repetiu o resultado nas oitavas diante de Irem Korkmaz, da Turquia. O único revés foi nas quartas contra a francesa Astride Gneto. Na repescagem, Pimenta se impôs e venceu Gulbadam Babamuratova, do Turcomenistão, por ippon, garantindo-se na luta pelo bronze, onde derrotou a mongol Khorloodoi Bishrelt nas punições.

"Esse ano está sendo um ano bem diferente para mim, de adaptação e de evolução. A cada competição eu estou me sentindo melhor. Eu fui para três competições no começo do ano, evoluindo a cada. Fui para os Opens, medalhei, fui campeã. E não ia sair daqui hoje sem medalha. Treinei bastante para isso, espero evoluir cada vez mais e agardeço à CBJ por me apoiar nessa caminhada", comemorou Pimenta.

Na mesma categoria, o Brasil ainda teve outra novata, Yasmim Lima. Em sua segunda participação internacional, a atleta do Instituto Reação estreou bem com vitória por ippon sobre a polonesa Karolina Pienkowska. Nas oitavas, em luta equilibrada com a francesa Faiza Mokdar, Yasmim acabou sendo projeta por ippon após quase três minutos de golden score.

Kitadai vence duas e fica em sétimo lugar

O ligeiro Felipe Kitadai chegou muito perto da disputa pelo bronze, mas caiu na repescagem depois de um bom início em Tbilisi. Derrotou o indiano Gulab Ali Moshin por ippon na primeira rodada e passou pelo francês Cedric Revol após uma batalha de nove minutos, com um waza-ari no golden score.

Em seguida, parou em dois georgianos. Primeiro, caiu nas quartas diante de Lukhumi Chkhvimiani, nas punições. E, por último, foi superado pelo ippon do jovem Jaba Papinashvili na repescagem, terminando em sétimo lugar.

Na mesma categoria, o Brasil ainda teve Phelipe Pelim, que parou na primeira luta diante do russo Yago Abuladze. Mesmo desempenho do meio-leve Charles Chibana (66kg), derrotado na  estreia por Ismayil Ibrahimov, do Azerbaijão.

Três brasileiros lutam neste sábado

O Grand Prix de Tbilisi continua no final de semana com mais brasileiros no tatami.

No sábado, será a vez de Marcelo Contini (73 kg), Eduardo Barbosa (73 kg) e Maria Portela (70 kg) lutarem por um lugar no pódio do GP. E, por fim, no domingo, lutarão Rafael Macedo (90 kg), Rafael Buzacarini (100 kg) e Beatriz Souza (+78 kg). 

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