Por Girliani Martins | Crédito: CBJ

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Dia Mundial do Judô exalta a força da modalidade

No último domingo, 28 de outubro, foi o Dia Mundial do Judô. A revista Master parabeniza a todos os praticantes, professores e mestres que escolheram o “Caminho Suave” para disseminar princípios como disciplina, respeito e integridade.

O Judô foi fundado pelo japonês Jigoro Kano, em 1882. Teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois o difusor conseguiu reunir a essência dos principais estilos e escolas de Jujutsu (arte marcial dos cavaleiros) e fundi-las em uma única vertente.

A modalidade foi considerada desporto oficial no Japão nos finais do século XIX, e a polícia nipônica o introduziu em seus treinos. Seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.

A vestimenta utilizada nessa modalidade é o judogi (quimono). O Judô representa o caminho para a utilização eficaz das forças físicas e espirituais. Treinando os ataques e as defesas, o corpo e a alma se tornam apurados e a essência do Judô torna-se parte do próprio ser.

Na atualidade, é um dos desportos mais adorados no mundo, com mais de 20 milhões de praticantes. No Brasil, estima-se que há 2 milhões de adeptos, sendo que apenas 10% são de competidores. Segundo a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), o esporte é representado em 26 Estados e também no Distrito Federal.

História no Brasil

O precursor da modalidade no Brasil é Conde Koma, cujo nome seria Mitsuyo Maeda ou Eisei Maeda. Apesar de ter aparecido anos após a entrada dos primeiros imigrantes japoneses, Maeda veio como divulgador oficial do Kodokan.

Chegou à cidade de Porto Alegre em 14 de novembro de 1914, onde ganhou o apelido de Conde Koma, devido à elegância e semblante sempre triste. No Sul, fez sua primeira demonstração, seguindo depois para o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, São Luiz, Belém e finalmente Manaus.

Foi nesse período que Conde Koma teve como alunos alguns integrantes da família Gracie, os quais, após a sua morte, ajudaram a dar continuidade ao seu trabalho. 

Conde Koma não foi o único a difundir o Judô no Brasil. Pode-se citar também Tatsuo Okochi, o fundador e o primeiro presidente da Associação de Faixas Pretas de Kodokan, além de ser o criador e o primeiro diretor técnico da Federação Paulista de Judô. Com seu prestígio, trouxe muitos professores do Japão, que por sua vez ajudaram a elevar o nível técnico da arte marcial no Brasil

Outro importante precursor do Judô no Brasil foi Ryuzo Ogawa, que instituiu a Budokan, primeira academia de projeção nacional, com filiais em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais,Paraná e Rio Grande do Sul, entre outros.

O número de filiais da Academia Budokan chegou a mais de 100. Ogawa foi um dos professores mais rigorosos, fazendo seus alunos seguirem à risca os ensinamentos do verdadeiro Judô japonês.

Sobei Tani, Katsutoshi Naito, Yassuiti Ono, Teronozuke Ono, Noburo Ogino, entre outros mestres também ajudaram a escrever a história do Judô no Brasil.  Com o crescimento, foram fundadas novas academias, gerando um consequente aumento no número de praticantes. 

Em 1951, organizaram em São Paulo, o primeiro campeonato oficial de Judô. Em 1954, de 14 a 16 de outubro, no Tijuca Tênis Clube, foi realizado o primeiro Campeonato Brasileiro, que contou com a participação de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.

Em 1956, o Brasil participou de seu primeiro campeonato internacional, o II Campeonato Pan-Americano, em Cuba, onde alcançou a segunda colocação. A equipe era formada pelos judocas Massayoshi Kawakami, Sunji Hinata, Augusto Cordeiro, Luiz Alberto Mendonça, Hikari Kurachi e Milton Rossi. 

Em 1966, o Brasil sediou o primeiro Campeonato Mundial. A partir do expressivo resultado e da popularização, se fez necessária a criação de órgãos que coordenassem as atividades judoísticas. Assim, em 17 de abril de 1958, foi fundada em São Paulo, a primeira Federação de Judô do Brasil, sendo seguida em 09 de agosto de 1962, pela Federação do Rio de Janeiro. Nessa época, o Judô nacional era dirigido pela Confederação Brasileira de Pugilismo. Havia, portanto, a necessidade de criar uma confederação que se dedicasse exclusivamente à prática em nível nacional e internacional. 

Em 18 de março de 1969, foi criada a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), tendo o professor Paschoal Segreto Sobrinho como primeiro presidente. O reconhecimento oficial da criação da CBJ só veio no dia 22 de fevereiro de 1972, quando a entidade era presidida por Augusto de Oliveira Cordeiro.

É uma modalidade que preserva três princípios: máxima eficiência com mínimo esforço, bem-estar e benefícios mútuos e suavidade. O princípio da máxima eficiência com o mínimo de esforço foi criado para atender não só às expectativas físicas abordadas nos treinos e combates, mas também para fortalecer e criar um espírito forte, que caminha junto com o corpo. 

Segundo Jigoro Kano, sem uma ordem e harmonia entre corpo e mente, nenhum judoísta consegue alcançar o equilíbrio e a eficiência. O princípio do bem-estar e benefícios mútuos mostra a importância da solidariedade humana no crescimento individual e global, não só para prática do Judô como no dia a dia. O princípio da suavidade promove o uso adequado da força com ênfase na técnica, economizando assim o máximo de energia e proporcionando maior eficiência na execução dos golpes.

Praticado em academias, clubes e escolas, o esporte é muito respeitado por seu caráter disciplinador. De acordo com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), é o esporte individual que mais rendeu medalhas olímpicas para o Brasil. São 22, sendo quatro ouros, três pratas e 15 bronzes.

 

 

 

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