No mês da mulher, Revista Master estreia a série Mulheres de Luta com Disney Pereira

Por Girliani Martins

É empoderamento de verdade que vocês querem?

Em comemoração ao mês da mulher, a Revista Master preparou uma série especial com quatro mulheres guerreiras das artes marciais.

Toda sexta-feira deste mês, traremos uma personalidade de destaque, fonte de luta e inspiração para nós todos.

Hoje é dia da sensei DISNEY PEREIRA, a primeira kodansha de Karate do Brasil.

Disney Pereira

A kodansha mais graduada do Brasil nasceu no Amazonas e começou a se interessar por artes marciais com os filmes de luta, que lhe impressionavam pelo rigor técnico.

Ao conhecer a Escola Shinshukan, berço sagrado do Shorin-ryu no Brasil, e a filosofia do grão-mestre Yoshihide Shinzato, ficou encantada.

No início, soava incomum a participação de mulheres nas artes marciais, sendo assim, as restrições eram inevitáveis. “Não havia equipamentos de proteção que viabilizassem a prática de kumite e as competições aceitavam as mulheres apenas na modalidade kata, e ainda premiavam com troféus menores ou de pouca qualidade”, relembra.

Disney entrou para a história do Karate brasileiro ao ser uma das primeiras mulheres a quebrarem esse paradigma, tornando-se 7º dan.

A primeira competição com presença feminina no kumite em território amazonense se deu nos anos 80, pois até então nunca tinham ouvido falar dessa categoria em qualquer lugar do Brasil. “Assumi a causa das mulheres do Karate amazonense, e ao longo dos anos, conseguimos o nosso merecido espaço em um lugar outrora ocupado apenas pelos homens. O Karate oferece ao ser humano, independentemente de idade, altura, peso, cor da pele, homem ou mulher, grandes possibilidades de desenvolvimento físico, mental e espiritual. Melhorar o ser humano em todos os sentidos é a principal proposta do Karate-Do”, explica.

A amazonense disputou muitas competições, sempre dando o máximo de si porque desejava melhorar o cenário marcial feminino no Karate. “Nenhuma conquista foi fácil,havia falta de incentivo, tanto do setor público quanto da iniciativa privada, sofri contusões, fraturas, etc. Porém, todos os torneios que participei, nunca voltei para casa sem medalha. Dessas, cerca de 95% foram ouro e 5% entre prata e bronze”.

Ministra aulas desde a época em que era 4º kyu, algo que se intensificou quando sagrou-se faixa preta.

A kodansha pavimentou a estrada marcial para que mais mulheres pudessem sonhar com o Karate.  “Persistência e teimosia são meus outros sobrenomes. O maior legado deixado pelo Karate é a capacidade de tornar o ser humano melhor, de aperfeiçoá-lo, desse modo, à medida que melhoramos, temos a possibilidade de tornar o mundo um lugar também mais acolhedor. As mulheres não só podem, como devem conquistar seu espaço na sociedade”.

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