Federação Mineira lança podcast especial sobre Judô para pessoas e atletas com deficiência visual

Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: CBJ

Primeira modalidade de lutas a ser inclusa nos Jogos Paralímpicos, o Judô pode trazer diversos benefícios físicos e sociais para seus atletas que possuem deficiência visual. Buscando disseminar a importância de sua prática, a Federação Mineira de Judô produziu um podcast especial com a participação do professor Marcelo de Melo Mendes, treinador da Associação de Deficientes Visuais de Belo Horizonte, entidade responsável por desenvolver a modalidade na capital mineira.

A facilidade de adaptação em relação ao Judô regular é um dos principais benefícios para o desenvolvimento social, pois os judocas podem treinar regularmente com todos os seus companheiros de dojô. Proteções nas paredes e iluminação adequada ajudam a tornar o ambiente o mais seguro possível.

“Com relação à adaptação, existem poucas alterações em comparação ao Judô regular. A principal diferença, em relação à regra, é que o judoca com deficiência visual deve manter o contato com o seu adversário o tempo todo. Isto é, a pegada é essencial numa luta de Judô para deficientes visuais”, explica o professor de Judô inclusivo.

Além do aspecto social, a prática do Caminho Suave apresenta uma série de ganhos físicos, como: desenvolvimento dos sentidos de orientação espacial; aprimoramento da sensibilidade auditiva; ganho de força e resistência; e diminuição do risco de lesões.

“Em primeiro lugar, destacam-se contribuições diretas das atividades no desenvolvimento global do indivíduo, com perspectivas de formação pessoal, participação social e melhoria de desempenho”, salientou o treinador Marcelo Mendes. “Em segundo lugar, torna-se imprescindível a promoção de ações voltadas para a conscientização da sociedade em relação às potencialidades de pessoas com deficiência visual”, complementou.

A Associação de Deficientes Visuais de Belo Horizonte atua na cidade desde 1985, reunindo diversos títulos brasileiros e internacionais, como a medalha de prata conquista pela judoca Deanne Silva, nas Paralimpíadas de Beijing 2008. Durante seus 35 anos de trajetória se tornou referência na luta pela igualdade e inclusão de pessoas com deficiência visual no esporte.

Acesse AQUI o podcast da Federação Mineira de Judô