Em live do COB, gestor de alto rendimento da CBJ avalia os impactos da pandemia no planejamento técnico do Judô para Tóquio 2020

Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: CBJ

O Comitê Olímpico do Brasil celebrou 106 anos de sua fundação em 2020 e, desde então, vem promovendo uma série especial de lives com grandes nomes do esporte para debater temas do cenário esportivo atual.

Nesta semana, o gestor de alto rendimento da CBJ, Ney Wilson, participou do projeto e analisou os principais impactos causados pela pandemia do Covid-19 e pelo adiamento dos Jogos Olímpicos para o planejamento técnico do Judô brasileiro.

Dividindo a tela com Marco La Porta, vice-presidente do COB, Fernando Possenti, técnico de maratonas aquáticas, José Roberto Guimarães, técnico da seleção feminina de vôlei, e Sérgio Santos, diretor técnico da CBTri, o gestor da CBJ falou sobre os desafios do Judô no pós-pandemia, os cuidados no retorno aos treinos e o replanejamento técnico para os Jogos de Tóquio 2020.

Confira abaixo os principais trechos: 

Os impactos da pandemia na prática do Judô

“Eu penso que o Judô talvez seja um dos desportos mais afetados, porque é um esporte em que você depende do outro. O instrumento para você se desenvolver, para você poder crescer e treinar é o adversário, é o outro. Então isso, sem dúvidas nenhuma, no momento que a gente está vivendo de pandemia, do distanciamento social, onde você precisa ter o contato para poder se desenvolver com outra pessoa, com certeza afeta bastante.” 

Vantagens e desvantagens 

“Por outro lado, a gente tem um ponto interessante. Porque, quase que o Judô mundial paralisou totalmente, todo mundo teve que parar. Então, acho que isso gera uma condição de igualdade para todo mundo. E aí eu vejo o Brasil também em uma condição, olhando do ponto de vista estratégico, de vantagem. Apesar de estarmos atrasados em relação à Europa, por outro lado, a gente aprende com esse retorno da Europa, nos erros e acertos que eles estão cometendo.”

Missão Europa

“Estamos planejando nossa ida agora, com a missão do COB, para Portugal. Então, estamos dividindo com a Federação Portuguesa de Judô todos os protocolos, todas as necessidades. Mas é muito desafiador, estamos realmente dividindo o treinamento em micro treinamentos. Então, na verdade, tem a equipe masculina e a equipe feminina treinando separados, e aí, dentro de cada equipe, estamos dividindo em subgrupos.”

Protocolos e monitoramento dos atletas 

“A gente tem mantido reunião permanente da nossa Comissão Técnica, de todas as áreas, a equipe multidisciplinar, trocando experiência. E estamos traçando nossos protocolos junto com o COB, de como vamos proceder agora nesse primeiro contato que nossos atletas vão ter na ida para Portugal.”

Confira AQUI  a íntegra da Live Especial do COB. 

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