Em “casa”, Eduardo Yudy vence português, mas cai para canadense na segunda rodada do Mundial

Por Confederação Brasileira de Judô | Crédito: CBJ

 

Ao entrar na Nippon Budokan, em Tóquio, e ouvir seu nome sendo apresentado em japonês, o brasileiro Eduardo Yudy Santos, representante do meio-médio (81 kg) da seleção no Mundial de Tóquio, sentiu-se em casa. 

Nascido na província de Ibaraki, no Japão, e filho de pais brasileiros, Yudy relembrou suas origens japonesas, mas defendeu as cores do Brasil nesta quarta-feira, quarto dia de Mundial, com o apoio de familiares nas arquibancadas da Budokan. 

Seu primeiro adversário tinha em comum a história da dupla nacionalidade. Anri Egutidze nasceu na Geórgia, mas luta por Portugal. No duelo, melhor para o brasileiro que, com técnica e velocidade, projetou o português ao solo para marcar um waza-ari no golden score e garantir o lugar nas oitavas-de-final. 

Nessa fase, porém, Yudy não conseguiu impor seu jogo e foi eliminado precocemente do Mundial pelo ippon do canadense Etienne Briand. 

“Fiquei defensivo na pegada”, justificou após sair da luta. “Mas, é assim. Um ganha, outro perde. Agora, vamos corrigir os erros. Quando eu estava no treinamento eu estava bem focado no que queria fazer. Mas, durante a luta, não consegui fazer o que treinei. Tem muitas coisas para melhorar para chegar na melhor forma nos Jogos Olímpicos”, reconheceu. 

Yudy começou a praticar Judô no Japão com aproximadamente 5 anos de idade e nunca imaginou sair do país. Em 2013, recebeu um convite de judocas brasileiros que foram treinar no Japão e resolveu arriscar. Lutou a Seletiva Sub-21, venceu e, desde então representa o Brasil. Primeiro, nas categorias de base, e agora na equipe principal.  “Me sinto muito honrado por poder representar o Brasil. E lutar no Japão, onde eu nasci e cresci, eu me sinto em casa.”