Por Confederação Brasileira de Judô | crédito: CBJ

 

A Confederação Brasileira de Judô é uma das entidades envolvidas em um projeto para levar o Judô às aldeias indígenas no interior de Mato Grosso. No último dia 23 de dezembro foi assinado um convênio entre o governo e a Associação de Judô Estrela da Serra, representada pelo presidente Dario Togo Schimosako e pelo idealizador do projeto, Wilson Verta. O medalhista de ouro nos Jogos Pan-americanos Toronto 2015, David Moura, esteve presente ao evento.

“A gente sabe que os índios estão tendo problemas com drogas e álcool e o Judô pode mudar essa situação. Por isso, fiz questão de estar presente e participar. Já fui à aldeia, montamos um tatame, treinei com eles e conversei bastante”, contou o judoca peso pesado de Cuiabá.

A Associação de Judô Estrela da Serra existe há 13 anos com o objetivo de resgatar crianças das ruas por meio do esporte e já atendeu cerca de 3 mil jovens. Agora, a ideia é expandir o projeto para os índios das aldeias Formoso e Rio Verde, da etnia Paresi, localizadas perto de Tangará da Serra, cidade que fica a cerca de 240 quilômetros de Cuiabá. As aulas serão ministradas por instrutores que conheceram o Judô via trabalho social da associação.

“Acredito muito que teremos no futuro um campeão indígena. Assim como Davi Moura, nosso grande ídolo atual, quem sabe nós não teremos um ídolo indígena? Eles são guerreiros por natureza”, disse Verta.

A verba destinada pelo governo será utilizada no pagamento dos instrutores e na aquisição de quimonos para os alunos. Já a CBJ e a Federação de Judô do Mato Grosso cederão os tatames para as academias.

 

 

 

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