Afinal, qual é a melhor fase para praticar Judô?

Por Girliani Martins | com informações do livro “Judô: aprender e gostar, é só começar” | Crédito: IJF

Dizem que aquele que começa a trilhar no Caminho Suave (Judô), dificilmente para. O fato é que a prática embora seja muito saudável, sendo recomendada até mesmo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para a formação infantil, gera muitas dúvidas nos pais e profissionais de artes marciais e Educação Física.

Qual é o melhor momento para iniciar? Arte marcial pode mesmo ser praticada por criança? Quais aspectos pedagógicos os professores devem seguir?

Para responder a algumas destas perguntas, recorremos ao professor (kodansha) Sérgio Lex, e ao seu livro (eBook)), “Judô: aprender e gostar, é só começar”, produzido em parceria com a Bueno Editora.

Na obra, ele explica que o indivíduo deve ter contato com habilidades específicas a partir dos 12 anos. “Antes disso, as atividades devem ser genéricas, buscando aprimoramento e o desenvolvimento do repertório motor, que será a base no aprendizado das habilidades específicas (culturalmente determinadas) das modalidades esportivas”, cita.

Aspectos pedagógicos

Ainda de acordo com o educador, no processo de desenvolvimento motor, a fase de 10 aos 12 anos, é o melhor momento para as crianças, no que se refere à aquisição de habilidades específicas, portanto, não é a iniciação precoce ou a instrução que fará com que ela adquira a habilidade, mas a aprendizagem no momento oportuno. “A aplicação de atividades específicas, em substituição à fase de combinação de movimentos fundamentais, pode trazer prejuízos ao repertório motor da criança, no entanto, vale destacar que as atividades motoras típicas do Judô podem ser aplicadas, mas sem a finalidade de especializá-las precocemente. Nessa fase, são exercidas as seguintes capacidades motoras: coordenação de multimembros, orientação de respostas, postural integração de respostas e equilíbrio dinâmico, entre outras. No Judô, as habilidades motoras básicas, quando bem desenvolvidas e variadas, sistematizadas com uma sequência progressiva, podem aprimorar a motricidade, de maneira mais completa, facilitando a combinação dos movimentos, e assim, as habilidades específicas mais importantes para esta modalidade”, orienta.

O papel do professor

Apesar de toda esta pluralidade pedagógica do Judô, o professor deve respeitar a individualidade do aluno, principalmente, para que não haja a especialização precoce.

Também precisa deixar claro aos pais que o objetivo principal não é formar atletas, claro que as crianças podem participar deste tipo de atividade, mas é imprescindível a sequência lógica de aprendizagem. “Para atuar com o desenvolvimento infantil, é importante que o profissional tenha um amplo conhecimento sobre anatomia, desenvolvimento motor, Fisiologia do Exercício, Cinesiologia, Psicologia e Pedagogia e Didática do Ensino”, agrega.

Gostou deste conteúdo, tem muito mais no eBook “Judô: aprender e gostar, é só começar”:

Amazon

Google Play

Kobo